Branquinha era uma cachorrinha, dessas pequeninas e fofinhas,
como as que aparecem em comercial de tv.
O que ela mais gostava de fazer, era contemplar o Rio Amazonas,
sentindo o vento forte nos pelos, até pegar no sono, embaixo de uma árvore qualquer.
Um dia, a grande praia lhe chamou a atenção
e teve ,então, a curiosidade de ir mais além,
ultrapassando os limites que seus pais sempre determinavam
Saiu caminhando e lembrou que Olavo, seu amiguinho, uma vez havia dito
que era perigoso caminhar sozinho na praia,
mas a vontade era tão grande...
Não resistiu, correu saltitante, sem ter tempo de olhar para trás
- Como é bom sentir o friozinho do barro nas patas, nem mole que nos faça afundar e nem duro que nos machuque ao pisar!
- O ventinho frio, como é bom!
De repente se deu conta, e olhou o quanto havia caminhado. Viu a cidade pequenininha.
- Ué, pensou ela. Como pode, em poucos instantes as coisas diminuírem de tamanho?!
Com a cabeça inclinada e o olhar atento
Caminhou lentamente para a cidazinha,
mas ela pouco se modificava.
Só nesse momento percebeu o quanto estava longe.
Apesar do susto, foi capáz de recordar
das histórias de heróis e mocinhos que,
que sua mãe sempre contava antes dela dormir.
Encheu-se de coragem e gritou: taratatá....tata...lá vou eu!
E fingindo-se de super heroína saiu a correr em disparada,
como nunca antes havia feito.
É verdade que ela estava fria de medo,
mas a lembrança das palavras doces da mãe
a faziam acreditar que aquilo era apenas uma brinacadeira,
e como um pesadelo, a qualquer hora iria acabar.
À medida que corria, a cidade começava a aumentar de tamanho
Branquinha notou que estava se aproximando.
Seus olhos começaram a brilhar. Ela estava acordando...
que felicidade!
Seus pais, que a estavam procurando,
vendo aquele pontinho branquinho e fofinho,
correndo em sua direção,
prontamente foram ao seu encontro.
Branquinha, ofegante, explicou-lhes tudo o que havia acontecido,
suas emoções e a aventura de ver a cidade encolher e esticar rapidamente.
Foi um dia inesquecível!
Embora fingisse um olhar corajoso,
por dentro ela confirmou
o quanto amava seus pais
e a importância de dar atençãoa tudo o que eles lhe ensinavam.

A orla do Rio Amazonas em Macapá, é um ponto turístico da cidade. Trata-se de uma paisagem linda, que os amapaenses não cansam de visitar. Pouca gente toma banho lá agora,por causa da água suja, mas é gostoso andar na praia, pisando no barro frio, "nem mole que nos faça afundar e nem duro que nos machuque ao pisar!" Quando adolescente fazia isso com frequência.
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